Para ti sou uma espécie de fantoche, moldas-me e fazes-me entrar na pele de personagens que não passam exactamente disso. Fazes de mim o que queres que eu seja aos teus olhos e não o que eu sou realmente. Descreves-me de fraca para te sentires forte e procuras refugiu numa pele que não é a tua e acabas tu, sim tu, por seres fantoche da tua própria consciência.
Estás com problemas, talvez. E fazes-me de desculpa para os contornares atirando o peso da culpa para os meus ombros enquanto te viras de costas e eu sacudo a poeira das tuas palavras.
Outrora daria-te conselhos e ajudaria-te. Hoje limito-me a caminhar em linha recta sem tropeçar nem parar em qualquer um apeadeiro que me olhe, que fale de mim, e que tente se quer respirar da mesma coisa que eu.
Tenho novidades para ti. Por mais que queiras, não vou ser o que quer que seja só porque fazes uma maratona de palavras à minha volta, não vou fugir só porque tentas encher o meu castelo de pedras, fogo ou setas.
Por uma coisa te agradeço, ensinaste-me a elevar muralhas de abraços e a fazer pássaros piarem e abrirem asas para voar comigo.
Sou eu a rainha da espiral de sonhos e esperança que anda à minha volta. Sonhos esses em que não entras e esperança essa que sabe que nunca te irás levantar.
Por fim, queria que levasses a mão à testa e tomasses consciência de que os fantoches não têm piada e sempre que os tiras da mão eles são nada mais nada menos que eles próprios e nunca o deixarão de ser.
tem que ser :D
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